sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Companhia

Fundado na primavera de 1991, o "O Grupo de Teatro Celeiro das Antas" é uma entidade de estudo, pesquisa, montagem e apresentação de peças teatrais e produção de eventos culturais.

Seu objetivo é o desenvolvimento de trabalhos voltados à pesquisa e experimentação de linguagens artísticas, dando especial atenção à linguagem cômica, à arte da bobagem e do palhaço.

Desde sua fundação, o Celeiro das Antas dialoga, entre outras referências, com as tradições da cultura popular. Posteriormente, o gênero cômico ganhou destaque na trajetória do grupo.

A companhia tem participado de festivais no Brasil e no Exterior.

Roda Mundo

O Projeto Roda Mundo, foi uma ação de intercâmbio artístico-cultural em que os processos criativos foram impulsionados pelo diálogo entre culturas e pelo encontro entre os participantes, dentro de uma ética de colaboração e articulação de interesses comuns. Começou a ser gerada em 1998, com a realização do primeiro Encontro de Linea Trasversale, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais.

Nas cidades de Lamezia, Úmbria, Abruzzo, Napoli e Reggio Calábria, regiões da Itália e em Berlim na Alemanha, O Grupo de Teatro Celeiro das Antas, apresentou o espetáculo Bagulhar, com grande aceitação da crítica e do público. Participando também de seminários, intervenções coletivas em hospitais, asilos para velhos, ruas e praças. Na cidade de Berlim, José Regino e Elison Oliveira coordenaram uma oficina para atores profissionais, sobre o tema “O Desempenho do Ator na Construção do Riso”, resultado da pesquisa de Mestrado feita na Universidade de Brasília pelo palhaço José Regino.

As ações da companhia dentro do projeto Roda Mundo, tiveram como conseqüência uma série de convites para retornar as cidades e regiões com espetáculos e oficinas. Os laços se estreitaram entre realidades distintas que tem em comum o fazer teatral e a busca da compreensão desses fazeres e suas diversificadas relações entre os artistas que produzem e as comunidades que ele busca alcançar.

Teatro para Bebês

“Alma de Peixe” é o exercício mais recente do desenvolvimento e aperfeiçoamento de técnicas realizado pelo grupo. Dedicado ao universo dos bebês, nele o grupo cuidou para não criar uma obra de conteúdo didático, por acreditar que a função da arte é reinventar olhares e possibilidades de descoberta. O teatro é um espaço para exercemos nossas dúvidas, compartilharmos nossas incertezas, desconstruirmos ações que nos levam a respostas preestabelecidas e vivenciarmos as mais distintas emoções.


Principais montagens:

* “Alma de Peixe – Teatro para bebês” roteiro, figurinos, cenário e direção, com o Núcleo de pesquisa de arte para Bebês do Celeiro das Antas, estreou dia 16 de maio, Brasília-DF (2009);

* “Bagulhar”, roteiro criação coletiva, direção de Denis Camargo e Ana Flávia Garcia, com Elison Oliveira e José Regino. Compõem o repertório atual da companhia;

* “Era uma vez... CHAPEUZINHO VERMELHO”, roteiro e direção de José Regino, com Elison Oliveira e José Regino. Compõem o repertório atual da companhia;

* “Terra Vermelha”, co-produção com o grupo espanhol "La Casa Incierta" (Madri/Espanha), dramaturgia e direção de Carlos Laredo, atuação dos alunos do Núcleo de Formação na Arte da Comicidade (2004);

* “Malas”, espetáculo de palhaços, concepção e atuação de João Porto Dias e José Regino (2004);

* “Zambelê – o Palhaço”, espetáculo de palhaço para público adulto, concepção de João Porto Dias e José Regino, atuação de José Regino (2003);

* “Cabaré Clown”, criação coletiva. Espetáculo de palhaços para adultos, com vários palhaços de Brasília. Foi considerado pela crítica como um dos quatro melhores espetáculos do ano (2002);

* “Confessionário do Amor”, comédia com texto de Sarah Pontes e José Regino (2001/2002);

* “Ato Confessional N°5”, texto de Ricardo Guilherme. (1998/1999);

* “À Luz da Lua, os Punhais”, texto de Racine Santos. Montagem com a qual o foram realizadas temporadas nas principais capitais do nordeste brasileiro (1997/2000);

* “Zambelê, o Camelô”, criado por José Regino, com a orientação de profissionais da saúde para o "Dia Mundial de Luta contra a AIDS", mantém-se no repertório (1994);

* “Moby Dick, A Baleia Branca”, adaptação da obra de Hermam Melville. Estreou a primeira versão em novembro de l993, lançando o grupo ao reconhecimento da crítica, foi indicado para o Prêmio OK de cultura. Estreou nova versão na Sala Martins Penna – Teatro Nacional em 2001, inaugurando parceria com a Brasil Telecom, que patrocinou durante três anos os trabalhos da companhia. Realizou temporadas nas principais capitais do nordeste brasileiro;

* “A História do Balão Vermelho”, concepção de José Regino, texto de Elizete Gomes, teve várias versões, sendo a sua estréia em 1991, o trabalho que deu origem a companhia. Sua última versão estreada no CCBB Brasília, em setembro de 2003. Mantém-se no repertório.


Entre os projetos desenvolvidos para o governo brasileiro, organismos internacionais e outras entidades, destacam-se:

* Consultoria para UNESCO na área de Arte Educação, prestando serviços para o Ministério do Meio Ambiente, no projeto “Os Protetores da Vida” (2000/2002);

* Participação na III Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Seca, a convite do governo brasileiro, criando, dirigindo e executando intervenções e performances (1999);

* “Dinâmica de Relações Humanas e Ambientais Para o Terceiro
Milênio”, Projeto de Educação Ambiental criado para o Ministério do Meio Ambiente (1999);

* Projeto “Brincando e Aprendendo com o Trânsito”, trabalho desenvolvido para o Departamento Rodoviário do DF. Apresentado em todas as cidades do DF (1993/96);

* Projeto “Cerradim e Seus Amigos”, trabalho com várias montagens teatrais realizado para a Secretaria do Meio Ambiente do DF. Projeto destaque na ECO 92, gerando vários documentários para televisões internacionais (1991/1994).

2 comentários:

Juliana Capilé disse...

Maravilha de trabalho!! Sucesso e vida longa ao Celeiro das Antas!

Thiago disse...

Parabéns pelo trabalho! sucesso p/ vocês.