segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Riso para Todos

O GRUPO

A Anta é uma das espécies de animais mais antigas que habitam o planeta. No contexto comum anta é um termo usado como xingamento, definindo alguém como burra, persistente, típica cabeça dura.

Caçar uma Anta é muito simples: basta seguir sua trilha e, ao encontrar um trecho onde as pegadas seguem em dois sentidos, é só subir na árvore mais próxima e esperar, ela acabará passando, e é só atirar.

As Antas são animais extremamente territorialistas, ou seja, não abandonam suas moradas, a menos que o território ocupado por elas perca a qualidade necessária para sua sobrevivência.

Ao contrário dos demais animais, as antas quando migram, não seguem necessariamente o curso de um rio. Ao tomar um rumo e, na medida que avança na sua trajetória, ela cria as condições necessárias para sobreviver e cava até brotar água. Por isso na trilha aberta por uma Anta sempre virão outros animais usufruindo dos caminhos feitos por elas.

"O Grupo de Teatro Celeiro das Antas", fundado na primavera de 1991, é uma entidade de estudo, pesquisa, montagem, apresentação de peças teatrais e produção de eventos culturais.

Desde a sua fundação, o Celeiro das Antas dialoga, entre outras referências, com as tradições da cultura popular. Posteriormente, o gênero cômico ganhou destaque na trajetória do grupo.

Acreditamos que a função da arte é reinventar novos olhares e possibilidades de descobertas. Entendemos o teatro como um espaço para exercer as dúvidas, compartilhar incertezas, desconstruir ações que nos levam a respostas preestabelecidas, vivenciando assim, as mais distintas emoções.

Ao longo de tantos anos de trabalho, pudemos compartilhar nosso trabalho em diversas cidades e festivais no Brasil e no Exterior.

Hoje, com o Projeto Riso para Todos temos a alegria de trazer para o palco da Caixa Cultural uma mostra de 03 (três) espetáculos que compõem o repertório do grupo. Podendo ser desfrutados por espectadores de qualquer idade.



ALMA DE PEIXE – Teatro para Bebês
04 a 07 de novembro às 15:00h

Traz à cena as descobertas de uma menina que se depara com o olhar do outro. Enquanto revira um velho baú ela se depara com uma cópia dela mesma com a qual disputa seu espaço e seus objetos, conhecendo os prazeres e desencontros da relação com o outro. Se vendo sob o olhar de um peixe ela descobre um outro universo de possibilidades e sonhos. Nas suas aventuras ela se reconhece em diferentes emoções passando da alegria de compartilhar descobertas, à perda e à solidão.

Essa é a primeira obra do Grupo, dirigida exclusivamente para bebês. Estruturada a partir de pequenos jogos narrativos inspirados no conto homônimo escrito pela atriz Cirila Targhetta e com base na pesquisa feita em creches da cidade, em especial na creche Sibipiruna.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção: José Regino
Em cena: Cirila Targhetta e Tatiana Bittar
Trilha Sonora: Fernando Castro
Iluminação, Cenografia e Figurinos: José Regino
Operação Luz: José Regino
Músico: Pedro Gabriel
Produção: André Lima e Magê
Duração: 35 minutos
Obra criada para as crianças de 08 meses a 04 anos



Era uma vez... CHAPEUZINHO VERMELHO
05 a 07 de novembro às 17:00h

Imagine as trapalhadas de uma peça em que o elenco inteiro deixa o diretor na mão! É isso que acontece com o palhaço Lajota, que dirige o espetáculo “Era uma vez...CHAPEUZINHO VERMELHO”. Bem na hora da apresentação ele percebe que só tem seu assistente carregador de malas, o palhaço Zambelê, para ajudar a encenar a peça inteira para não deixar o público presente a ver navios. Mas Lajota percebe que seu problema é maior ainda: Zambelê não conhece a história de Chapeuzinho Vermelho e está longe de ser um bom ator.

Neste trabalho, os artistas buscaram unir a tradicional arte do palhaço às técnicas de dramaturgia, inspirados nos dramas de circo, e na espontaneidade e graça de palhaços como Carequinha e Arrelia. O resultado é um espetáculo em que a tradição e a modernidade convivem lado a lado.

FICHA TÉCNICA
Roteiro e Direção: José Regino
Em cena: José Regino e Elison Oliveira
Cenografia: José Regino
Figurinos: José Regino e Laura Cavalheiro
Sonoplastia: Laura Cavalheiro
Técnico de luz e som: Pedro Gabriel
Produção: André Lima e Magê
Duração: 55 min.



BAGULHAR
05 a 07 de novembro às 20:00h

Destinado ao público jovem e adulto, conta a história de Ogro e Micróbio, figuras tragicômicas que vivenciam, em suas jornadas, de um lado, a aridez da vida, de outro, histórias fantasiosas, fazendo rir de suas desgraças e atitudes desastradas.

O espetáculo é resultado do Projeto “Vagabundos, Malandros e Outros Errantes” contemplado com o Prêmio Funarte Petrobrás de Estímulo ao Teatro, retrata o cotidiano dos moradores de rua sob a ótica de dois palhaços.

BAGULHAR, segundo a definição de Cristovan Buarque no livro Admirável Mundo Atual, é o ato de revirar o lixo, os bagulhos, na busca de encontrar material que sirva para ser reciclado, re-aproveitado.

Foi isto que o grupo fez durante todo o processo de montagem do espetáculo: Bagulhou! Na literatura encontrou Dom Quixote e Carlitos, seguiram adiante até encontrar o Lazarilho de Tormes, primeiro romance picaresco de que se tem notícia. Nas ruas de Brasília, bagulharam procurando material humano para nutrir suas experiências e ampliar suas visões sobre os moradores de rua.

As personagens foram baseados nos ditos "anti-heróis" da literatura, seja pela astúcia e a arte da malandragem, seja pela ingenuidade. O riso gerado das desgraças e atitudes desastradas não nasce por causa das desventuras do próximo, mas sim pelo modo bem-humorado de encarar os fatos cômicos da vida.

FICHA TÉCNICA
Direção: Denis Camargo e Ana Flávia Garcia
Em cena: Elison Oliveira e José Regino
Figurinos: Laura Cavalheiro e José Regino
Luz e som: Pedro Gabriel
Fotos: Thiago Sabino
Produção: André Lima e Magê
Duração: 80 min.

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